A história das jóias

 

Saiba mais sobre as transformações do uso de acessórios ao longo da história.

É impossível imaginar uma grande mulher sem uma joia que valorize ainda mais seus traços e converse com o visual escolhido. Ao longo da história, as jóias penetraram no universo da moda de forma irreversível, se tornando sinônimos de elegância, luxo e muito glamour. Mais do que apenas meras ferramentas para arrematar ou fechar o look com chave de ouro, essas peças são essenciais para transmitir personalidade, força e beleza de uma forma única. A força com que as jóias se estabeleceram como sonhos de consumo femininos deixa claro que essa paixão não é uma invenção recente. Montamos um pequeno panorama histórico para você entender um pouco mais sobre como, quando e onde surgiram esses itens tão amados.

Quando se pensa em algo tão clássico e essencial como as jóias, é natural que não se tenha uma data ou período histórico perfeitamente determinado. Durante toda a existência humana, homens e mulheres se adaptaram a usar adereços por questões sociais, religiosas e culturais que mais tarde dariam origem ao uso estético. Do imaginário celta ao cristão, as jóias percorrem diversas culturas como a egípcia, a budista, a árabe, a grega e até mesmo a cultura indígena com adornos usados para diferentes finalidades.

Ainda na era primitiva, o homem paleolítico via nas joias uma espécie de misticismo e magia que representava poder e dominação sobre o território. Sendo confeccionadas para serem usadas como talismãs ou símbolos de poder, a principal matéria prima das jóias nessa época eram ossos, pedras, sementes e dentes de animais, todos lapidados de forma rústica. Fazia parte da cultura do homem primitivo arrancar dentes e garras de animais ferozes para a confecção de colares e adereços usados como amuletos protetores. Como toda a cultura dessa época é cercada de sazonalidades, os itens possuíam uma época correta para serem feitos, sendo essa indicada pela posição das estrelas. Quer coisa mais especial? As jóias mais antigas encontradas são dessa época.  Feitas de conchas, o que seriam uma versão primitiva dos brincos têm sua confecção datada há mais de 75.000 anos atrás, na África do Sul.

O período entre a Idade da Pedra e a Idade do metal é, talvez, o mais rico para uma compreensão histórica sobre as jóias. É nessa era que surgem as primeiras técnicas de fundição que, ainda que rudimentares, permitiram a utilização de materiais como cobre, ferro e bronze na joalheria primitiva. Escavações pela região onde atualmente se encontra o Iraque representam diversas descobertas muito ricas para a arqueologia que estuda a história das jóias. Sendo povoado pelos povos da mesopotâmia, no lugar foram encontradas ornamentos usando obsidianas, uma espécie de vidro negro translúcido retirado dos vulcões do Lago Van que era um artigo de luxo entre os povos da região. Essa peça é considerada até hoje como o colar mais antigo do mundo, e está exposto em um museu britânico.

As próximas peças encontradas foram fabricadas cerca de 2.000 anos após o color, datando 3.000 a.C. Encontradas também no território iraquiano, as escavações recolheram uma rica coleção de jóias compostas de lápis lazúli, ouro, prata e cornalinas, espécie de quartzo com tons que vão do vermelho para o laranja e, por vezes, até para o marrom escuro. As jóias reveladas em Ur, mostram que já nessa época haviam técnicas avançadas de joalheria que usavam desde os materiais elementares dominados na época dos metais até pedras como jásper, turquesa e feldspato.

Entre os anos 1.400 e 700 a.C surgem novas técnicas de fundição de metais pela europa, ásia e áfrica, dando origem à confecção de peças como gargantilhas, broches e brincos.

Os egípcios são um exemplo de como o mundo antigo nem sempre é ultrapassado. É da inspiração retirada dessa civilização que muitos artefatos, ideias e projetos ganham vida. Além de possuir uma cultura e mitologia muito vasta, o povo egípcio também desenvolveu técnicas que possibilitaram a produção de diversas peças que quase sempre representavam animais mitológicos como escorpiões, serpentes, dragões e escaravelhos. Apesar de serem famosos pelo luxo e extravagância que pregavam, as jóias egípcias eram utilizadas como amuletos de proteção e força que guardavam o corpo e mente dos usuários. Além disso, os egípcios foram os primeiros a criar um sistema de cor e significado, determinando tons que simbolizavam força, riqueza e muitos outros…

Saltando um pouco no tempo, iniciamos um panorama por povos que, mais do que apenas usar e fazer ornamentos, criavam jóias e adereços com primazia e perfeição. Os povos CITA, ou Scythians, são uma das civilizações mais antigas à dominar completamente a ourivesaria. Apesar de não ter desenvolvido escrita ou sistema monetário à base de moedas, os indícios encontrados nos kurgan (montes funerários) permitem que nós os identifiquemos como os primeiros e maiores povos ourives indo-europeus do mundo antigo. Os fenícios, povo famoso por ser o precursor da escrita, também desenvolveu joias que até hoje são capazes de tirar o fôlego. As peças fenícias eram confeccionadas com um trabalho de absoluta perfeição, mostrando toda a criatividade e talento desse povo.

Partindo já para a idade média, é nesse momento em que as jóias começam a ganhar o reconhecimento e valor que possuem nos dias de hoje. Nessa época, todas as artes sofrem grande influência religiosa, ficando restritas às representações religiosas. Anos depois, durante o período renascentista, a joalheria deixa de ser patrocinada pela igreja e passa a ser destinada à burguesia. É nesse momento que o ofício de ourives ganha status de arte, colocando-se no mesmo patamar que a pintura e a esculturas. No fim do século XV o ourives dá lugar ao joalheiro, que inicia a arte de esculpir peças únicas como conhecemos hoje. A partir desse momento, as jóias passaram a acompanhar de perto as tendências de moda e, principalmente, das artes.

Partindo para o século XX, é na década de 30 que a cena hollywoodiana passa a ganhar o mundo com charme, graça e beleza. As atrizes graciosas que ditavam moda e beleza colocam tendências como o Art Déco em evidência, dando origem à paixão geométrica que nos acompanha até hoje.

Daqui para frente a história é conhecida: ainda no mesmo século Coco Chanel e um conjunto de grandes estilistas dão origem joalheria mais acessível e universal, adaptando-se ao cenário econômico mundial. A partir desse momento à moda das joias se atualiza década a após década, sempre se reinventando. Até os anos 40, a principal tendência eram as pérolas, seguidas de jóias de ouro combinado com tons de turquesa e coral. Em 50, a industrialização dá origem à jóias artesanais confeccionadas em materiais acessíveis. Nesse momento a forma era mais importante que os materiais, tendência essa que se prolonga até o final da década de 70. Quase chegando ao período contemporâneo, os anos 80 marcam o exagero e a mistura. 90’s se instaura novamente o minimalismo e com a virada do século inúmeras tendências passam a coexistir, deixando nosso cenário ainda mais diversificado. Hoje, cada mulher tem a liberdade de adequar as joias ao estilo pessoal, podendo ir de um estilo discreto e simples até o exagero luxuoso das peças grandes e coloridas.

 

Quem faz jóias? Saiba mais sobre a profissão

 

Se ao longo da história os ourives ganharam destaque na produção de jóias, hoje o mercado se diversifica, fazendo com que designers, gemólogos e atores de jóias ganhem ainda mais destaque. Conheça um pouquinho mais de cada uma das profissões do ramo:

Ourives: Sendo uma das profissões mais tradicionais da história, o ourives é uma espécie de artesão que confecciona jóias em metal à mão. São esses os profissionais que lidam com processos de fundição, laminação, preparação de ligas (como o famoso ouro 18k) e a confecção de jóias.

Autor de jóias: A principal diferença de um autor de jóias e um ourives é a escala de produção. Esse profissional desempenha todas as etapas e processos igual a um ourives, porém em quantidades menores. Uma das coisas mais legais da profissão é que o autor de jóias é uma espécie de estilista exclusivo, sendo possível encomendar uma joia personalizada e única para aquela ocasião especial. Sabe aquele item que você sempre sonhou, mas nunca encontrou exatamente como pensava? Talvez valha a pena recorrer a um autor e conquistar uma obra de arte só sua!

Gemólogo: diferente do ourives e do autor de jóias, esse profissional cuida de apenas uma etapa do processo: a escolha e avaliação das gemas. O termo “gemas” é utilizado na indústria de jóias para designar pedras preciosas, materiais orgânicas como pérolas e as matérias primas sintéticas. O papel principal do gemólogo é avaliar, certificar e identificar as gemas, determinando fatores como raridade, valor e tipos de lapidação possíveis.

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