Anel de noivado x Alianças

 

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O uso de anel para marcar compromisso de casamento remonta pelo menos ao Egito Antigo, onde, ao se casar, o homem presenteava sua esposa com um anel de ouro ou prata, indicando que suas posses passavam a ser dela também, porque joias eram símbolos de riqueza. Estes anéis eram usados durante a vida toda pelo casal, no dedo anelar da mão esquerda, o que fomenta a teoria de neste dedo existir a veia do amor, que o liga diretamente ao coração.  Por sua vez, na Grécia e em Roma casais de namorados já trocavam anéis: o namorado dava um anel para a sua amada para anunciar intenção de se casar, e os dois também usavam anéis depois da cerimônia.

Na cultura cristã ocidental, a Igreja só passou a reconhecer este símbolo de compromisso no século XI, mas foi só no século XVI que as alianças e o anel de noivado encontraram seu lugar na celebração matrimonial.

Três marcos importantes nesta história: o primeiro aconteceu em 1477, na ocasião em que o Arquiduque Maximiliano da Áustria pediu em casamento a mão da Condessa Maria de Borgonha com um anel de diamantes. Na segunda metade do século XIX, a joalheria Tiffany & Co. criou um anel com seis garras que levantavam o diamante, dando-lhe mais destaque, modelo conhecido como “solitário”, que a partir daí se consagrou no mundo todo. Em 1947, uma campanha publicitária da The Beers vendeu a ideia do diamante como a pedra do amor, por ser eterno, transformando o anel de diamantes feito de ouro branco no clássico anel para pedir alguém em casamento. Embora nada impeça que outras opções de pedras sejam igualmente boas, como aliás aconteceu durante a maior parte da história: rubis, safiras ou esmeraldas, ou mesmo pedras semipreciosas, como turquesa ou água-marinha.

 

Anel de noivado e alianças: qual a diferença?

 

Tradicionalmente, o anel de noivado é dado pelo homem à mulher para pedi-la em casamento. Só ela o usa, na mão esquerda. Ele usualmente carrega alguma pedra que tenha algum significado para o casal.

As alianças são trocadas durante a cerimônia de casamento. Elas costumam ser lisas, ou seja, sem pedras, com o nome dos noivos e a data do casamento gravados. Os dois as usam na mão direita.

No Brasil existe uma certa confusão com isso, porque o costume daqui é o homem pedir a mulher em casamento já com alianças, dispensando o anel de noivado – curiosamente, porque só a noiva usa essa indicação de compromisso, com o que muitas brasileiras não concordam, embora o motivo financeiro também possa estar por trás dessa realidade. Neste caso, ambos usam as alianças na mão direita até o dia do casamento, quando trocam para a esquerda. Ou compram alianças novas.

Apesar disso, hoje aumenta o número de casais que adotam a tradição do anel de noivado, vinda dos Estados Unidos. Para quem faz isso, esta primeira joia não significa desperdício de dinheiro: após casar, a noiva tem a opção de usá-la junto com a aliança na mão direita, ou continuar usando na esquerda. Pode ter um grande valor sentimental, pois marca o momento do “sim” – e, se bem conservada, pode passar de geração para geração.